21 junho, 2007

Road Book

Primeiro fez-se um road book, depois avançou-se com as propostas e agora, é só fazer a mala e ir. Marrocos, não conheço, mas como uma certa "tia" diria: será aquele País que tem uma praia enorme, com tamanho arenal, que se anda km e não se chega ao mar! Chama-se Sahara e lá faz sempre imenso calor... Ah e também há lá uns cavalinhos doentinhos que possuem 2 corcundas nas costas, mas depois também há uns outros que não são tão doentes porque só possuem uma marreca :)
Depois digo como foi, para já está a ser uma emoção preparar tudo e saber que vai ser uma dureza - 4000 km de jeep em 9 dias. Mas prevêm-se tendas Tuaregs e uma Aurora que se antevê mágnifica. Bon Voyage.

15 maio, 2007

A Planar

Num Sábado como outro qualquer, o sol brilhou mais, o vento soprou com forças, a Chuva veio e o Arco Irís mostrou-se. Parecia coincidência, tanta coisa duma vez só. Tudo isto foi num sábado como outro qualquer, mas eu e mais umas 20 pessoas, sorríamos mais, e ríamos à chuva, e cumprimentávamos o sol e sentíamos o ar fresco do vento com uma alegria imensa. Tudo porque estivemos, num sábado como outro qualquer, a ouvir gente interessante a falar de coisas interessantes num sitio deveras interessante, e saímos de lá a Planar! Eu sinto-me O B R I G A D A, porque desde que entrei para o Teatro Amador, tenho tido a imensa sorte de poder apreciar e participar em coisas interessantes – pelo menos para mim, claro está!
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O José Luis Peixoto escreveu já várias coisas, e escreveu um Romance que eu estou prestes a terminar - fazendo já aqui o role da minha ignorância, admito-vos que eu não conhecia, ou sequer ouvira falar dele até me terem oferecido “O cemitério de pianos”. Na altura quem mo ofereceu – pessoa que eu entendo ser muito entendida nesta coisas literárias, disse-me: «No futuro, este Senhor vai ser tão grande como o Saramago e ainda se vai ouvir muita gente falar muito dele!» Assim que terminei o que tinha em mão, peguei nele. Fantástico, de facto. Difícil de ler, mas ao mesmo tempo tão envolvente, que só dá vontade de ler e ler e ler. Eis que “às páginas tantas” (adoro esta frase-feita, perfeita aqui), fui ver a estreia de “Por detrás dos Montes” do Teatro Meridional no Teatro Nacional de São João, e enlevada como estava com a peça, devorei tudo o que existia nas brochuras da entrada, e então leio: Sábado, dia 12 Maio, Conversa com o escritor José Luis Peixoto a propósito da sua autoria de “À Manhã” (também em cena no TNSJ a partir de 10 Maio). 17:00 horas, entrada gratuita. Fiquei pasma e pensei, que oportunidade única. É num Sábado como outro qualquer. Venho, conheço, ouço, aprendo, converso, e ainda por cima não pago. Nem hesitei. E ainda bem. Cheguei em cima da hora, cruzei-me com ele no corredor e nem o reconheci – tão diferente que é da foto no Livro, sentei-me na maravilhosa sala do S. João. Estava pertinho pertinho deles, mesmo ao pé do palco e olho em frente e vejo: Natália Luiza, Miguel Seabra. Ainda estava de boca aberta quando olho em redor e vejo na sala, actores conhecidos, famosos, do Teatro, das Novelas, e no fundo da Sala o Director da Sala - Ricardo Pais. Que coisa! Bem, sem mais delongas, porque poderia ficar aqui horas a escrever sobre tudo, tenho de vos dizer apenas 4 coisinhas:xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
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Agora que já vi também esta peça (e que magnífica peça), tenho de fazer a devida vénia ao Teatro Meridional. É fantástico, em tudo e por todo. Os Encenadores são brilhantes, há qualquer coisa neles que nos deixa a planar. Literalmente. Os Actores são excelentes. Fazerem ambos os trabalhos com tamanha entrega, sensibilidade, humor, amor… Sem palavras.
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O S. João é uma Sala Maravilhosa. Intensa. Envolvente. Carismática. Única. Como aliás foi lá dito pelos próprios: «É como se esta peça só funcionasse com esta encenação, estes autores, este público, nesta Sala!» xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
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O José Luis Luis Peixoto, é sem duvida um grande escritor. É jovem, é humilde, é bem-humorado (contrariamente ao que se pensa após as criticas do público aos seus livros um tanto ou quanto tristes), e é ágil. Tão depressa escreve um Romance, como Poesia, e depois faz uma peça de teatro (aliás várias já), e está ali a falar com a gente, sobre a maravilhosa ruralidade Alentejana – donde veio e que tão bem conhece. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Estas iniciativas deviam, tinham, de ser bradadas por montes e vales. A paz, a sinceridade, a entrega e a humildade com que grandes personalidades ali nos receberam foi avassalador. A Natália Luiza tem mesmo aquela voz e aquele sorriso que exactamente se vê e se ouve. O Miguel Seabra falou de Teatro como emoção em todo o seu olhar, e o seu olhar abarca tudo. Acreditem. O José Luis Peixoto respondeu a todas as perguntas, sem fugir, sem rodeios, sem falsidades. E no fim, ainda conversou comigo quando lhe entreguei o meu Livro para um autógrafo. Foi mais longe, pôs uma linda dedicatória e desenhou um sol, para que eu não o achasse Sombrio, mas sim Solar. Como a Peça. Solar. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
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E isto tudo foi num sábado como outro qualquer.

27 abril, 2007

A António Botto

O meu Grupo de Teatro vai estrear dia 09 Junho uma nova actuação.
Desta feita vamos ter uma miscelânea de actividades, desde Comédia, a Drama, desde Fado ao Cabaret, e apesar de estas performances serem divididas pelos 10 elementos do Grupo - mais uma Senhora de fora que virá presentear-nos com o Fado, há uma actuação que será feita por todos - a Poesia. Confesso que quando vi que metade dos Poemas distribuídos, não me eram familiares, e pior: que 1 autor era do meu total desconhecimento, fiquei meio triste, meio envergonhada. Quando o encenador me dá um Texto de Pablo Neruda, fiquei de taxa arreganhada, muy contentita e então quando o li mais deliciada fiquei. Mas depois brindou-me com mais um. Um dos ditos - que eu ignorante, desconhecia, caiu-me no colo. O poema intitula-se "A Raquel Miller" e o seu autor é António Botto. O Poema é de amor, tem força, apesar de ser pequeno e é intemporal - como todos os poemas de Amor.
Decidida que sou a dar o meu melhor, achei que deveria procurar mais coisas acerca daquele autor. O António Botto foi um grande Poeta Português (ou não fosse ele quem deu a 1ª mão ao Eugénio de Andrade e não fosse ele um devoto do nosso Pessoa), basicamente expulso do País em inícios do séc. XX por estar relacionado com homossexualidade, e refugia-se no Brasil onde acaba por morrer atropelado em meados de '50. Associado a Poesia Erótica e demais, indaguei-me como o meu Poema era dedicado a uma mulher, narrado até no feminino... Mas o maior choque veio quando descobri que afinal era o tal do Poema dos "fedelhos" , que já ouvira há uns bons anos (lá está: é como dizer que não se sabe que Banda é aquela e afinal adoramos a sua música...). Mas agora publico o Post a ele dedicado e justificando-me: afinal este homem foi ostracizado, é desconhecido da maioria, e até vou recitar um poema seu, pelo que - APESAR DE TUDO, cá está a minha vénia, porque o que se segue, meus caros, é no fundo uma pérola........ aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaa
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Nunca te foram ao cu, aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Nem nas perninhas, aposto!
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Mas um homem como tu,aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Lavadinho , todo nu, gosto!aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Sem ter pentelho nenhumaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
com certeza, não desgosto,aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Até gosto!aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Mas... gosto mais de fedelhos.aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Vou-lhes ao cuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Dou-lhes conselhos,aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Enfim... gosto!

22 março, 2007

A CP

Freguesia de Pereira, 15 Km de Coimbra
4ª Feira, dia 21 de Março de 2007 - 18:35 Hr.
Uma camioneta (daquelas bem grandes, bem fortes e bem pesadas), está parada a meio da linha do Apeadeiro, avariada. Parou bem no meio da linha, quando - estando a cancela aberta tentava atravessar a via.
A Senhora responsável pela cancela, pede ao motorista para desistir de tentar conserta-la e força-o a sair da camioneta, porque não tarda vem aí o Combóio.
Tenta avisar o maquinista do Alfa que saiu de Lisboa às 16:55, mas o pobre homem só teve tempo de alertar as pessoas da carruagem mais próxima, para se afastarem, e no embate, não só tomba aquele monstro carregado de areia, como pura e simplesmente desfaz a frente toda do combóio.
Dentro da minha carruagem (nº 1 e portanto bem no fim), apenas se sente uma travagem brusca e o meu telemovel voa pra o passageiro à minha frente.
De repente parados, no meio do nada, começámos a ver pessoas a saírem de suas casas a correr, literalmente de mãos na cabeça - anunciando uma desgraça.
Evidentemente, começam as especulações: alguém se atirou à Linha, ou alguma criança de bicicleta ou triciclo foi apanhada... aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
aaaaaaaaaaaa
- "Não sentiram passar por cima de qualquer coisa?" aaaaaaaa aaaaaaaa aaa
- Não. Não se sentiu passar por cima de nada. aaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaa aa
E assim começa a cena... aaaaaaaaaaaaaaaaaa ssssssaaaaaaaaaaaaaass
Bem, só vos digo que foi um filme, uma odisseia chegar ao Porto ontem.Saí de Lisboa às 5 da tarde, o acidente foi às 18:35 e daí até às 20:45 estivemos sem saber o que ia acontecer, dentro do Alfa. Informações da CP, pedido de desculpa ou um mísero esclarecimento - népia. A partir daí foi um corre-corre a tentar sacar algo por todos os lados... Estava já há 1 hora e meia ali parada, quando é um passageiro que nos vem avisar que já estavam umas camionetas para transportar os passageiros para Coimbra... Já lá fora estavam a sair 2 camionetas, e ao frio - de RACHAR, estivemos 45 minutos (foi quando apareceu a RTP e os Jornais a fazerem perguntas a todos. Lá ao pé, era uma COISA: eles eram Bombeiros, GNR, Cruz vermelha, Passantes, Televisão, Rádio... Enfim... (como me disse a minha Pims - quem sabe não estaria a fase seguinte do meu estrelato??? Mas deixei escapar - só apareço mesmo com uma cara de meter medo, tamanhas eram as trombas com estava...). Até que um Sr. da Cruz vermelha me veio dizer que era melhor ir para o outro lado, por agora estavam as camionetas do outro lado da Linha... Volta a atravessar a linha no meio daqueles calhauzinhos, tão agradáveis para se caminhar em cima, com uns tacõezitos... Depois lá entrámos na dita camioneta e foi o motorista que me disse, que ia perguntar para onde era para ir, porque a CP a ele também não dizia nada. Passado meia estávamos num outro combóio para o Porto, em Coimbra B, e já pensava eu às 9:00 da noite: "finalmente!", quando: "Não - ainda vamos esperar pelos outros Alfas que vêm de Lisboa - o das 6 e o das 7..." - disse um Sr. que estava na estação de Coimbra Velha há 3 horas... Para arrancarmos demorou mais 2 horas. Comidinha no Bar, não havia! E eu estava sem comer desde as 2 da tarde! Para ajudar à festa, o combóio ia a abarrotar de gente em pé pelas carruagens fora, e quando arrancámos às 22:40, ouve-se finalmente os altifalantes: UAU! Bom prenuncio. Vão dar algum esclarecimento, mas não! Qual quê? A notícia era para avisar que o combóio ia parar em todas... Chegámos A Campanhã às 23:40 e o mais lindo, foi o fim da noite (que tinha de ser em beleza) - estavam para aí umas 20 pessoas na Praça táxis da estação. Os táxis? Nenhum!!! Mais um tempão à espera... Enfim. Isto só visto.A CP e a TV cabo são do melhor que há neste país. Planos B, não existem - só na noite Portuense mesmo... Não há pachorra!A parte disto, hoje não trabalhei de manhã (do mal o menos) e de momento sou mais procurada aqui dentro que as ansiadas promoções...aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
aaaaaaaaaaa
Ah! O Jantar foi comido em casa, às 00:30.